Governo do Distrito Federal
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27/11/20 às 18h40 - Atualizado em 28/11/20 às 12h05

Assessorias de comunicação do GDF participam de atividade sobre comunicação acessível

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O bate-papo é o primeiro que a SEPD promove abordando à temática

 

O auditório da Escola de Governo (EGOV) recebeu, nesta sexta-feira (27), profissionais de comunicação que atuam nas Secretarias do GDF. O público, formado principalmente por comunicadores, participou de atividade cujo tema era acessibilidade na comunicação.

 

Além da acessibilidade, os participantes também tiveram esclarecimentos sobre comunicação inclusiva e definição de deficiências.

 

Um dos exemplos é o termo “portador de deficiência”. Atualmente o termo apropriado é “pessoa com deficiência“, visto que a deficiência é uma característica e não algo que o indivíduo porta, assim como faz com um objeto. “Necessidades especiais”, “surdo-mudo”, “aleijado” ou “inválido” são alguns dos termos que também devem ser evitados ao referir-se a pessoa com deficiência.

 

É a primeira vez que o GDF promove uma conversa abordando o assunto. O encontro foi uma realização da SEPD, com apoio da Secretaria de Comunicação.

A secretária da Pessoa com Deficiência do DF, Rosinha da Adefal, conduziu a conversa e contou ao público algumas de suas experiências pessoais como pessoa com deficiência.

 

“Essa atividade era uma das metas da Secretaria até do fim do ano. É fundamental que o GDF dê o exemplo sobre acessibilidade e promova a inclusão nos meios de divulgação”, destacou a chefe da SEPD.

 

Também participou da atividade a secretária-executiva/adjunta da SEPD, Carolina Sanchez Gomes. A gestora tem uma doença rara que limita os movimentos do corpo e dificulta sua fala.

Ela definiu o encontro como “um marco na inclusão”, destacando a preocupação do GDF com a acessibilidade. “É um diferencial deste governo”, ressaltou.

 

Acessibilidade na comunicação

 

Também foi pauta do encontro a acessibilidade nos conteúdos audiovisuais. Uma das ferramentas de acessibilidade abordada foi a legenda acessível. Ela é utilizada para promover acessibilidade para pessoas cegas ou com deficiência visual, descrevendo ambientes e imagens. Além disso, a Libras e a legenda em tempo real foram destaque durante a atividade.

 

Dados

 

Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45 milhões de habitantes têm algum tipo de deficiência. Como o censo é realizado a cada dez anos, uma nova pesquisa seria realizada em 2020 pelo Instituto, mas a coleta de dados foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus.

 

Um dos tópicos abordados pelo diretor de Acessibilidade Comunicacional da SEPD, Waldimar Carvalho, que é surdo usuário de Libras, foi a importância de empresas e governos proporcionarem a acessibilidade na comunicação para todos. Assim como ele, cerca de 10 milhões de brasileiros apresentam deficiência auditiva, necessitando de interpretação em Libras ou legenda em tempo real.

 

Como forma de exercício, o diretor iniciou sua participação falando em Libras, sem a tradução/ interpretação para o português. Em seguida, ele destacou o papel do Governo na inclusão. “Nossa Secretaria se destaca na inclusão do surdo, seja ele sinalizado ou oralizado”, frisou.

 

SEPD segue com atividades de conscientização

 

Em virtude das medidas de prevenção à Covid-19, a capacidade de ocupação do auditório da Egov está reduzida, e por isso essa primeira conversa contou apenas com as Secretarias do GDF. A SEPD promoverá outras conversas como esta com as administrações regionais e empresas prestadoras de serviços públicos do Distrito Federal.